terça-feira, 11 de julho de 2017

🖤 *Às vezes sinto que a vida nos exige demais


Aos poucos vimos as pessoas que gostamos tentar voltar à vida ... acolher a realidade ... aprender a viver estes novos dias. Admiro-os à distância. Aos poucos vejo-os tentar recolher os pedaços que sobraram das suas vidas e pergunto-me onde arranjarão forças ... como separarão o dia da noite a partir daqui? Como distinguirão o início do fim, se ao verem partir quem mais amam a vida ficou sem sentido e os dias todos lhes parecerão iguais? 


Olho-os em silêncio. Sento-me no sofá da sala e observo-os. Com imenso respeito. É tão digna a dor quando nos fala de amor. É tão intensa a dor quando o adeus é para sempre.
*[Às vezes sinto que a vida nos exige demais]












sábado, 8 de julho de 2017

RIP

Tinha tudo para ser  um dia bonito. Rumámos até Lisboa depois da Reunião de Escuteiros dos miúdos e tudo indicava que seria (apesar do céu cinzento) um fim-de-semana feliz. A esta hora da manhã era só esse o nosso "problema" e a razão do nosso descontentamento - o cinzento do céu!! 

Não imaginávamos nós, a esta altura, que o acidente que cortara a estrada perto do vosso Agrupamento logo cedo roubara a vida de alguém que nos era querido, um escuteiro como vocês, um menino, 20 anos apenas... 
De repente tudo mudou. O sábado parou. O dia ficou triste e sem sentido. o sol que veio por fim não teve por nós autorização para brilhar... 

Não imagino a dor destes pais. Nenhum pai nem nenhuma mãe deviam ter que assistir à partida de um filho. Devia ser proibido por lei que qualquer pai ou mãe tivesse que passar por isto.

Eras um bom escuteiro e um grande miúdo. Dos melhores. 








quarta-feira, 5 de julho de 2017

* viciada






Espreito pela janela e o dia está feio... não parece verão. De alguma maneira o tempo parece estar solidário comigo e se não posso ir à praia pelo menos o sol não aparece para me fazer inveja.

Viciada nesta música boa. Melhor companhia enquanto se orientam os trabalhos para a faculdade.

Bom Dia





terça-feira, 4 de julho de 2017

CUMPRIMENTE A TODOS, CONFIE EM POUCOS E NÃO DEPENDA DE NINGUÉM


"Quem de nós nunca foi completamente ignorado ao passar rente a um colega, a um conhecido, a alguém que já conversou conosco, já passou um tempo na nossa companhia e, portanto, já sabe o nosso nome? Não dá para entender por que certas pessoas fingem que não conhecem os outros, se é insegurança, medo sabe-se lá de quê, problema de visão, distração excessiva, ou pura e simplesmente soberba gratuita mesmo. Sentem-se superiores ou inferiores, afinal? Vai entender…"
Infelizmente acontece muito. Pessoas que sem mais nem menos passam a tratar-nos com indiferença sem que se entenda porquê ou que só nos falam em "determinadas" circunstâncias  )
normalmente essas pessoas são frágeis, carentes, pobres de coração e princípios e com muito baixa auto-estima... quando isso acontece lamento muito .... mas lamento mais por elas que por mim!! 

(ler o artigo completo aqui)


sábado, 1 de julho de 2017

*esta música









O sol lá fora brilhou pouco mas foi o suficiente para sair de casa por uns instantes e fazer uma caminhada boa para arejar ideias. 



*esta música e uma tarde de organização de trabalhos para o mestrado.


Bom dia Julho *




sexta-feira, 30 de junho de 2017

Quem somos nós?

Nos últimos dias tenho andado às voltas com uma pergunta que li num daqueles livros de Coaching que agora muito se vendem por aí. 
A pergunta, aparentemente inocente e simples, "quem é você?" tem, na verdade, muito pouco de inocente. Parece fácil não é? mas esqueçamos as respostas óbvias, as respostas evidentes, as respostas que qualquer pessoa, que não nós mesmos, poderia dar sobre quem somos... o nosso nome, a idade, o estado civil, quantos filhos temos e o que fazemos. Esqueçamos o óbvio... tentemos ir um pouco mais longe, um pouco para lá daquilo que os olhos e todos os outros vêem. Quem somos realmente nós? "Quem sou eu", na verdade, para lá daquilo que o espelho me devolve todos os dias? Quem sou eu do outro lado do espelho?

"Sou a única pessoa no mundo, que eu realmente queria conhecer bem" terá dito Oscar Wilde.

E se lhe perguntassem hoje: "quem é você?" Qual seria a sua resposta? 






domingo, 28 de maio de 2017

16022 dias, 2288 semanas e 4 dias vividos





"Gosto da companhia que me ofereço. Do silencio da minha respiração. Do espaço para ser. Do vazio da boa solidão. Gosto de não agendas. De zero estranhos. De privacidade total. Quem me é íntimo sabe que passo horas a observar o sol se pôr. Que admiro diariamente as abelhas e que não há nenhuma decisão que não seja a natureza que me inspire.
Mas, nem sempre foi assim. Haviam dias em que a solidão me matava por dentro. Eu temia os meus fantasmas. Não suportava as vozes dentro e era incapaz de estar sozinha. Arranjava sempre mais uma actividade. Mais um passeio. Mais uma visita. Não tinha um único “buraco na agenda” e achava que era feliz assim. Até cair com esgotamento e perceber, que não. O excesso de trabalho é uma fuga. Uma privação inconsciente da capacidade de ser. Um bloqueio maior do que se imagina. E uma aspereza de espírito que não se reconhece até se amar o que se é por dentro. A superação compensa. Passar pela dor transforma. A profundidade acalma. A paz reina em quem aprende a estar sozinho, feliz."

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Sobre mim ...

«Não sei onde me nasce tanta vontade e tanta dedicação. Não sei de onde me nasce este pulso firme pelo que acredito. Não sei de onde me nasce este ímpeto de me dar ao mundo. (…)
Não é que ache a minha presença extraordinária. Mas se há coisa que precisamos de aprender é a olhar para o nosso brilho e reconhecer o caminho percorrido. Bater palmas à nossa coragem e seguir por aí de peito cheio. Não de arrogância. Mas de amor por quem somos. Por quem nos tornámos. Sabendo que podemos: ser quem queiramos.
Acredito nisto com tanta força, que não me queixo do que de mau vivo à minha volta. Dirijo toda a minha energia para investir no mundo em que quero viver. Até conseguir.»








terça-feira, 16 de maio de 2017

Sobre este e outros dias ...

Nem sempre arranco a semana com o mesmo espírito e força de vontade (mas tento!). Nem sempre temos colegas de trabalho (ou estudo) cordiais e sensatos. Nem sempre os dias são fáceis de respirar. Há pessoas que gostam de complicar, que fazem do simples ato de aprender uma luta de interesses, um "tudo ou nada"... Na verdade, passem os anos que passarem continuamos a assistir à competição desenfreada, à crítica fácil, ao preconceito infundado... Continuamos a ter as prioridades mal definidas e os valores que norteiam as relações (ou deviam nortear) ainda não estão assentes naquilo que mais importa. Não é o que os outros nos podem dar que importa nem são as "vantagens" que "certas" amizades nos podem trazer que interessam... o que interessa realmente é o que posso eu dar de mim aos outros, o que posso eu fazer hoje para ser mais feliz e de que modo posso contribuir para tornar o contacto dos outros comigo mais agradável e alegre. Em dias não fáceis valem-me os meus alunos, os seus sorrisos e os seus abraços e a sua visão feliz, e desempoeirada, da vida.




segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ainda sobre o último fim-de-semana


Garantiram a nossa segurança e foram de um profissionalismo e de uma simpatia ímpares. Momentos como estes foram uma constante...






F a m i l y

O meu lugar mais seguro, o meu porto de abrigo, os que me conhecem por dentro e por fora, os que estão lá, sempre, os que me amparam e dão a mão, a força invisível que me segura e não deixa cair. 

Somos poucos. Somos mesmo muito poucos. Mas somos grandes na alma e no coração. 


13 de maio


Este fim de semana foi, como para todos os portugueses, épico. Não me refiro só ao Benfica nem ao nosso Salvador Sobral (que nos encheu o peito de orgulho) mas também à visita do Papa Francisco e do que significou para nós, que moramos em Fátima, ter os 2 santos mais novos da história no altar da nossa Basílica. Por aqui a excitação começou dia 12. Como em todos os dias 12 não houve aulas e então, em conjunto, decorámos varandas, recolhemos flores e assistimos da nossa janela aos grupos que iam chegando a Fátima. Visivelmente cansados, mas com uma força que só quem é peregrino entende de onde vem, cantam e rezam à Virgem "mais brilhante que o sol". Alguns batem palmas por terem conseguido chegar, outros choram e abraçam-se e eu comovo-me sempre. Sempre. Depois das varandas decoradas fomos para a rua, para o meio da multidão, para podermos guardar lugar e sentir de perto todas estas emoções. Ali, na nossa rua, passaria Francisco e eu, que nunca tinha visto um Papa ao vivo, parecia uma criança aos pulinhos, excitada e indecisa sobre qual seria o melhor lugar para o ver de perto. Durante 3h ali fiquei com o meu filho mais velho, colados às grades que nos separavam da estrada. Ficaríamos outras tantas horas se fosse preciso. Valeu a pena. Valeu tanto a pena. Com toda a serenidade, de sorriso nos lábios, acenando a todos nós com alegria (apesar do cansaço da viagem e da idade) este Francisco cativou todos os que ali estavam só para o ver de perto e acenar. Dali seguiu para a Capelinha das Aparições onde o aguardavam milhares de fiéis e 150 crianças dos nossos colégios. Rezaram juntos. Respeitaram o silêncio que pautou o diálogo entre Francisco e a Mãe de Deus e, no fim, puderam abraçar carinhosamente o Papa que há tanto aguardavam. "Nunca mais vou esquecer este dia" dizia a minha filha. Foram momentos tão bonitos quando ele se aproximou deles e foi invadido por tantas mãos pequeninas e por tantos abraços. O que gosto mais nele (para além de tudo o que já me fazia admirá-lo) é a simplicidade com que se aproxima dos mais pequeninos. O olhar dele ilumina-se,fica feliz, deixa-se tocar e abraçar. Francisco olha cada um deles com imensa ternura. Olha-os nos olhos e sorri porque reconhece neles e na pureza dos seus corações um pedacinho do céu. Nessa noite assisti, com os meus filhos, à procissão das velas mais bonita de todas. Milhares de luzinhas, de lágrimas, de sorrisos, de pedidos, de agradecimentos iluminaram esta noite. Não consigo traduzir o que senti e o que ainda sinto. Não há palavras. O amor é uma equação com variáveis infinitas. Não há uma maneira certa de o escrever nem de o dizer. Vagueei pelo Santuário até às 1h30 e só não fiquei mais tempo porque começou a chover e o cansaço tomou conta de mim. Fiquei todo o tempo que pude porque quis "sentir" aquela força que só quem é peregrina, e vive o milagre do sol no coração, tem.  
No rosto de centenas de pessoas, com quem me cruzei naquele recinto, li a fé, a dor, as lágrimas mal contidas, a esperança e o amor... tanto amor e tanta gratidão. E quando os nossos olhares se cruzavam havia entre nós um entendimento profundo que dispensava palavras... Porque é também ali, naquele lugar, que quando preciso de paz o silêncio me encontra e traz consigo todas as respostas que me fazem falta. É também ali, que quando a vida me troca as voltas, eu peregrina, me ajoelho aos pés de Maria e me reconcilio comigo e com o meu coração. 


Entre tantas fotos possíveis e vídeos que podem ser vistos aqui deixo apenas esta (tirada pela minha filha) ... porque diz tudo.






domingo, 7 de maio de 2017

Porque isto da maternidade não é uma corrida ao pódio

Numa altura em que tanto se debate a maternidade e o significado de ser mãe (com todas as falhas, erros e acertos próprios da tarefa em si) fica o texto sempre lúcido de Isabel Saldanha.


"A minha mãe não é a melhor mãe do mundo. Eu, não sou a melhor mãe do mundo. E talvez um dos conselhos mais sensatos que eu tenho para dar às minhas duas irmãs que esperam bebé, é que elas não serão as melhores mães do mundo. Isto da maternidade não é uma corrida ao pódio.

Ninguém nasce diplomado. E mesmo aquelas que têm uma ideia fixa do que querem ser quando forem mães, não imaginam metade das variáveis que não dominarão no "fazer bonito" da função. E depois há todo o património negativo, entenda-se com isto, os pequenos senãos, uns quantos traumazinhos imputados e umas memórias que serviram de débito à adolescência em muita folha de diário. Mas mesmo o que nos faltou, tem uma importância tremenda no que somos. E uma mulher com uma boa auto estima tem grandes possibilidades de vir a ser uma mãe com menos culpa. Nunca se falou tanto sobre o tema, nunca a sociedade pareceu estar tão de acordo com a vulnerabilidade, equidade, fragilidade e outros “ades” da tarefa. Nunca houve tanto fórum, discussão aberta e frase de incentivo à customização individual da maternidade. E nunca vi as mães tão preocupadas como agora. Eu não sei se sou boa mãe, tenho ideia que sim. Mas não vou depender de uma caneca do dia 7 de Maio, nem de um desenho amoroso que o pai as obrigou a fazer, para acreditar nisso. Mesmo sabendo o quanto me enche cada gatafunho. 
Porque se depender disso, quando elas chegarem à adolescência altiva, e precisarem dos meus traumas, para lhes justificar as falências de carácter nas relações amorosas, estou lixada. Vão se as certezas de uma vida em esforço num esgar de acne e mau feitio. Ser mãe é uma aprendizagem contínua de uma responsabilidade tremenda. Um ser em formação educa a formação de um ser. Tem tudo para dar torto, e de uma forma ou de outra, sobretudo da nossa, a maioria das vezes, dá certo. E mesmo quando às vezes penso, que se voltasse atrás mudava algumas coisas, rio-me, porque não seria eu. Não faria esse esforço, nem teria essa capacidade. Elas vão ter que se contentar com esta mãe e eu vou-me contentado com as minhas filhas. E o nosso amor será um elogio à verdade de nós mesmas, mesmo naqueles dias nublados"




segunda-feira, 6 de março de 2017

Depois de uns dias na Madeira é preciso regressar às nossas rotinas. Começar, de novo, os dias cedo e em modo mais acelerado, retomar os meus trabalhos, as minhas leituras e a vida de todos os dias. Por muito que me saiba bem sair e espairecer, admito que os regressos são sempre igualmente bons, que voltar às minhas coisas e às minhas pessoas me traz um sentido único de pertença e que é bom, muito bom estar de volta. 


quarta-feira, 1 de março de 2017


‘’se queres ver o mundo inteiro à tua altura, tens de olhar p’ra fora sem esquecer que dentro é que é o teu lugar’’. [jorge palma]



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Para esta segunda-feira (como reflexo de toda uma vida)


«My philosophy is: 

It’s none of my business what people say of me, and think of me. 

I am what I am, and I do what I do. 

I expect nothing, and accept everything. 

And it makes life so much easier.»




imagem (fonte: homewardblog)


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017


Cada vez mais acredito que nada na nossa vida acontece por acaso e que ninguém cruza o nosso caminho sem um motivo e uma razão. Tudo, mas mesmo tudo, tem um propósito. Cada momento que vivo ou cada pessoa que chega à minha vida trás consigo um motivo e uma razão. Muitas vezes não compreendemos nem sabemos porquê... e às vezes nem sequer pensamos nisso mas hoje, quando olho para trás, dou por mim a pensar que é verdade. Que muitas coisas que me aconteceram menos boas foram a chave para tudo o que de bom depois ia chegar, que foram as pessoas que mais me magoaram que me fizeram valorizar as que melhor cuidam de mim, as que nunca me falharam, as que estão sempre cá para mim. Fazemos parte de um plano maior. Não estamos aqui sozinhos, por nossa conta e risco e muito menos por acaso. Tudo faz parte de um plano perfeito mesmo com dias imperfeitos. 







segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Há segundas-feiras mais fáceis que outras e arranques de semana mais tranquilos que outros. Hoje foi uma segunda-feira atípica. Começou bem mas entortou para o fim do dia e estava a ver que não se recompunha. Há dias melhores e dias piores. Há dias alegres e outros assim-assim. Mas tudo faz parte do caminho e entre uns e outros aprendemos a confiar em nós, na nossa bússola-interna e no nosso coração que é a medida certa e justa de cada atitude que tomamos. 
Há dias que tinham tudo para correr bem mas depois se perderam e se diluíram num mar de pequenas e boas intenções. Hoje foi um dia destes... uma segunda-feira que podia ter sido fácil, que tinha tudo para ser fácil mas que não foi.